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Conheça quatro mulheres que contribuíram (e muito) para a Psicologia

Por Beatriz Carvalho

Quando a Psicologia começou a se desenvolver e ganhar força como ciência, em meados do século XIX, a sociedade ainda era extremamente patriarcal. O fato é que, mesmo com tantas adversidades, há mulheres que contribuíram para a Psicologia, deixando um legado inestimável para a área.

Nomes como Sigmund Freud e Carl Gustav Jung despontaram como grandes referências para a Psicologia, numa época em que poucas mulheres desafiavam as convenções sociais em busca de conhecimento, assumindo papéis além do de mãe e de mulher. A Psicologia é uma área do conhecimento que teve grande aporte de mulheres pioneiras.

Está pensando em escolher Psicologia como carreira? Então você precisa conhecer quatro figuras femininas primordiais, que deixaram contribuições importantíssimas para essa disciplina fascinante que investiga os caminhos da mente e o comportamento humano. Vamos lá? 

Anna Freud

A filha do grande Sigmund Freud, pai da Psicanálise, seguiu os caminhos do genitor, arriscando-se para fazer jus ao sobrenome de peso.  Nascida em Viena, na Áustria, Anna foi secretária, enfermeira e pupila do pai. Embora tenha seguido muito a linha de pensamento de Freud, ela acabou assumindo uma busca própria e deixou contribuição significativa para a Psicologia Infantil, abordando mecanismos de defesa e expansão do interesse. Seu trabalho mais conhecido, inclusive, é intitulado “O Ego e os Mecanismos de Defesa”. Nele, Anna se aprofundou um pouco mais na importância do ego (mente consciente) do que as teorias do pai.

Mary Whiton Calkins

A americana Mary Whiton Calkins enfrentou muito preconceito por ser mulher. A Universidade de Harvard negou-lhe o título de doutora simplesmente por seu gênero. Mesmo assim, ela foi a primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente da Associação Americana de Psicologia. Calkins foi uma grande estudiosa do conceito de self, ou seja, a individualidade e subjetividade do indivíduo.

Mary Ainsworth

Mais uma americana que marcou a história da psicologia. Um dos focos dos estudos de Mary Ainsworth foi a Teoria do Apego, que trata o vínculo afetivo entre um indivíduo e a figura de apego, comumente um cuidador. Mary se aprofundou na relação entre crianças e suas mães. Além disso, também pesquisou muito os aspectos relacionados à vida psíquica da mulher.

Leta Stetter Hollingworth

A americana Leta Stetter Hollingworth foi uma grande pesquisadora dos temas da Psicologia ligados à mulher e igualdade de gênero. Na virada do século XIX para o XX, havia uma teoria social até então pouco contestada de que, durante o período menstrual, as mulheres ficavam mentalmente incapazes e sua aptidão intelectual regredia. Tal conceito tinha reflexos negativos no mercado de trabalho. Leta testou essas hipóteses e comprovou que o desempenho de mulheres em diversas atividades – cognitivas, motoras e perceptivas – era semelhante ao dos homens em qualquer fase do ciclo menstrual.

Gostou de conhecer as histórias dessas incríveis mulheres que contribuíram para a Psicologia? O que mais te fascina nessas histórias? Compartilhe conosco nos comentários.

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Tags: Psicologia

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